Sunday, 1 de November de 2026Sun, 1 Nov

Onde ver o legado de Sakai, Assis e Solano em Embu das Artes?

Sakai, Mestre Assis e Solano Trindade deixaram marcas em Embu das Artes. Veja onde conhecer o legado deles, com endereços e telefones.

Fachada branca com janelas azuis do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, em Embu das Artes.
Foto: Dianarchitect/Wikimedia Commons (licença CC BY-SA 4.0)

Embu das Artes guarda lugares ligados a mestres que ajudaram a dar fama à cidade. Cássio M’Boy tem matéria própria no Diário do Embu. Este roteiro trata de outros três nomes: Tadakiyo Sakai, Mestre Assis e Solano Trindade.

A lista mostra o que sobrou deles à vista hoje. Há um memorial, um centro cultural, um teatro, duas ruas e um museu histórico.

Sakai e o touro de terracota

Tadakiyo Sakai nasceu em Nagasaki, no Japão, em 5 de janeiro de 1914. Chegou ao Brasil em 1928 e morreu em 2 de maio de 1981, aos 67 anos. A Prefeitura o descreve como um dos terracotistas mais importantes do País.

O touro de terracota é a marca do artista. Sakai dava a peça de presente a amigos, como símbolo de energia. Ele também ajudou a resgatar a Festa de Santa Cruz, que jesuítas e indígenas iniciaram no século 17.

Além disso, Sakai idealizou o Salão de Artes Plásticas de Embu e presidiu as primeiras edições. Cássio M’Boy o conheceu em 1951, de acordo com artigo da USP.

O Memorial Sakai abriu em 2003, no Cercado Grande. O espaço guarda o touro e a Via Crúcis, em baixos-relevos de cerâmica sobre a Paixão de Cristo.

Há ainda um baixo-relevo da Festa de Santa Cruz. Além disso, a entrada é gratuita.

Depois de uma reforma de R$ 283.987,92, o memorial reabriu em 29 de março de 2025. A obra usou verba 100% estadual, segundo o Diário do Turismo.

Mestre Assis, do barraco ao centro cultural

Claudionor Assis Dias nasceu em Minas Gerais, em 1931. Foi escultor em madeira, pedra-sabão e terracota, além de pintor, ator, bailarino e poeta. A Prefeitura o chama de “grande articulador” do movimento artístico e cultural da cidade, ao lado de Solano Trindade e Sakai.

Assis chegou a Embu em 1959, segundo a Prefeitura. Depois, em 1961, ele convidou Solano Trindade e a família a morarem em Embu, de acordo com o artigo da USP.

Em 1964, Assis participou da organização do primeiro Salão de Artes Plásticas de Embu, segundo a Prefeitura. Cirso Teixeira, Sakai, Josefina Azteca e Antenor Vaz também colaboraram. Em 2000, Assis foi secretário de Turismo e Cultura do município.

Depois, nos anos 1970, Assis passou a dar aulas de escultura no “Barraco do Assis”, na Rua Siqueira Campos. Para a Prefeitura, dali nasceu o Movimento Artístico de Embu. Hoje o nome do mestre batiza o Centro Cultural Mestre Assis do Embu, no Centro.

A Rua Claudionor Assis Dias, também no Centro, homenageia o artista.

Solano Trindade, o poeta do teatro negro

Solano Trindade nasceu no bairro São José, no Recife, em 24 de julho de 1908. Poeta, ator, teatrólogo, folclorista e pintor, ele chegou a Embu em 1961, segundo a Prefeitura. Ele morreu em 1974, no Rio de Janeiro, de acordo com o Museu Afro Brasil.

Entre as obras estão “Poemas D’uma Vida Simples” (1944), “Seis Tempos de Poesia” (1958) e “Cantares ao Meu Povo” (1961). O grupo Secos & Molhados também musicou, em 1975, o poema “Tem Gente com Fome”.

No Rio, em 1950, Solano criou o Teatro Popular Brasileiro com Margarida Trindade e Edison Carneiro. Depois, em 1975, a filha dele, Raquel Trindade, fundou em Embu o Teatro Popular Solano Trindade (TPST). O Itaú Cultural o chama de “principal grupo de teatro negro do país”.

Hoje o neto Vitor da Trindade é o diretor artístico do grupo, informou o Brasil de Fato. Além disso, ele mora em Embu desde 1979.

Em 2017, a Prefeitura informou que o teatro tinha shows de música, dança e teatro gratuitos, além de aulas. Já a Rua Solano Trindade, no Centro, homenageia o poeta.

Museu dos Jesuítas, o cenário histórico

O Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (MASJ) fica no Centro Histórico. Ele ocupa a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a residência anexa. A Feira de Artes também funciona nessa região.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou o conjunto em 21 de outubro de 1938. Desde 1974, o órgão estadual de patrimônio, o Condephaat, também o protege.

Entre 1939 e 1941, o Iphan restaurou o prédio. Depois, o museu reabriu em 2004. O acervo reúne peças dos séculos 17, 18 e 19, de acordo com a Prefeitura.

O que vem a seguir

A ExpoContemporânea 2026 reúne obras de mais de 30 artistas no Centro Cultural Mestre Assis até 25 de outubro. Já em 31 de outubro, a morte de Mestre Assis completa 20 anos.

Serviço

  • Memorial Sakai: Rua Rebolo Gonzáles, 185, Vila Cercado Grande. Telefone: (11) 4241-5993. Entrada gratuita.
  • Centro Cultural Mestre Assis do Embu: Largo 21 de Abril, Centro. Telefone: (11) 4781-4462.
  • Teatro Popular Solano Trindade: Avenida São Paulo, 176, perto do Centro Histórico, segundo O Taboanense em 2015.
  • Museu de Arte Sacra dos Jesuítas: Largo dos Jesuítas, 67, Centro Histórico. Quinta a domingo, das 9h às 12h e das 13h às 17h. Telefone: (11) 4704-2654. E-mail: masj@pateodocollegio.com.br. Visitas monitoradas com agendamento.
  • Ingresso do museu: R$ 20 (inteira) em 2023, segundo a Prefeitura. Pagam meia estudantes, professores, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência. Crianças até 7 anos não pagam.

Os horários e valores podem mudar. Por isso, ligue antes de ir.

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Redação Diário do Embu

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